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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A 4°JORNADA


As experiências, como estas vividas entre os dias 11 a 15 de novembro, nos fazem refletir sobre o nosso verdadeiro papel como ECUMÊNICOS: encontrar e reencontrar pessoas de várias faces do nosso Brasil e dos demais países da América latina, partilhando uma energia com cada uma delas. Isto nos faz acreditar que todas as vivências que tivemos valem a pena.




Com certeza, somos abençoadas(os) por todas(os) as(os) deusas(es). Somos mesmo!!

São atividades assim - como a 4°jornada Ecumênica - guiadas por meio da fé e da busca por um mundo melhor pra todas(os), que nos levam a acreditar cada vez mais em nosso trabalho.

Todos os momentos vividos e discutidos, a convivência com pessoas distintas e as noites na “caverna” trouxeram dias de alegria. Até os instantes que ficávamos tristes eram momentos de felicidade, o retorno para colocar em prática tudo o que vivenciamos.



Nós, da REJU, estamos de parabéns! Afinal, nesta 4°jornada, tivemos o reconhecimento do quanto somos importantes para o movimento ecumênico. Nossa força, garra e vontade de fazer diferente faz com que todos depositem confiança nesta juventude de vários rostos, lugares e confissões religiosas. É por esta nossa forma de acreditar na possibilidade de se viver como irmãs e irmãos, lado a lado, caminhando para uma sociedade mais igualitária, acreditando no direito de se ter direito, que estamos juntos nesta andança. Vamos fazer o possível para cumprir os desafios que nos foram dados, em respeito a quem tanto acredita na REJU.



Agora, um pedido para todas as pessoas que se fizeram presentes na Jornada: seja um colaborador ou participante desta rede. Tenha certeza que saímos muito mais motivadas(os) pela vontade de vivenciarmos uma espiritualidade ecumênica. Saímos mais fortalecidos com a idéia e com o objetivo de se fazer a 5°jornada Ecumênica! Uma jornada inesquecível, como foi a 4°jornada. Uma experiência que só pode ser explicada ao se estar presente neste evento, aproveitando tudo que uma Jornada pode ser... Vamos trabalhar para manter a chama da última Jornada viva em nossos corações, junto com as visões de uma próxima.

Alberto Oliveira

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Tradição ameaçada

Não é de hoje que a tradição afro-brasileira vem morrendo no país. Na cidade do rio de Janeiro, traficantes se tornarão cristãos e expulsam os adeptos do candomblé dos morros da cidade. Estamos sendo obrigados a abandonar tudo que foi construídos com muita luta por conta desses novos cristãos que não deixam de ser traficantes.
No dia 23 de outubro, a sacerdotisa Bernadete Souza (filha de Odé) foi brutalmente violentada por homens da polícia militar do estado da Bahia. Os policias colocaram a sacerdotisa sobre  um formigueiro e pisaram em seu pescoço.
Agora, é aprovada uma lei em Piraciba/SP no ultimo dia 7 do 10 .Uma lei que proíbe oferendas feitas por terreiros de candomblé, alei de° Nº 202/10 - Proíbe o uso e o sacrifício de animais em práticas de rituais religiosos no Município de Piracicaba e dá outras providências.
No Art. 1º  diz que fica proibido o sacrifício de animais em práticas de rituais religiosos no Município de Piracicaba.
Temos uma constituição que permite toda manifestação religiosa e uma cidade brasileira a prova com unanimidade esta lei proposta pelo vereador Laércio Trevisan (PR) e apoiado por vereadores dos partidos PT, PDT, PP, PPS, PTB, PR, PMDB, PRB e PSDB.
Esta lei coloca uma barreira na tradição afro-brasileira. Somos uma religião de princípios que vem de milênios e são pessoas como estas que fazem com que as tradições dos povos vão parar nos museus .

domingo, 24 de outubro de 2010

O OBABYAN APOIA A 3° CAMINHA "PELO RESPEITO E PAZ"


Que os encantados e encantadas de todas as nações africano-brasileira, estejam iluminando a cada um e cada uma, cada Pai, cada Mãe, cada filho, cada filha, a cada autoridade religiosa que cultua os ancestrais.



Dia 7 de novembro estaremos em caminhada; caminhada pela paz, caminhada contra o ódio que tentam espalhar sobre nós; caminhada contra a ausência de tolerância; palavra que em si mesma já carrega um afastamento.



Vamos convocar todos da nossa casa a mais uma vez participar nesse momento em que precisamos colocar nossa face nas ruas, o nosso jeito de ser, de se vestir, de se tratar com respeito uns aos outros, de nos amar em Vodunce, Orixá, Inquice e Caboclos.



Em setembro passado fez 2 anos que um grupo de nosso Povo foi violentamente agredido no Bairro de Paripe; todos os dias nas ruas, nos pontos de ônibus e dentro deles, nas estações do trem e em seu interior, nas praças, em programas de Tv’s, temos sido arrogantemente desrespeitados.



Nós não somos o “diabo”, nem cremos, nem cultuamos nenhum “DIABO”, como os fanáticos costumam dizer de nós. Eles sim, chamam-no a toda hora e acreditam firmemente na existência Dele, mesmo que seja para negá-lo. Por isso podem sofrer as conseqüências dessa crença. Por outro lado, DIABO representa um símbolo da cristandade, que vê tudo como “o bem” (DEUS) ou “o mal”. O nosso EXU nada a tem haver com essa figura. Nosso Povo quando fez essa associação, tão somente utilizou o medo dos Católicos Senhores de engenho contra eles próprios. Aliás, como todo o resto do sincretismo entre o Candomblé e o catolicismo.



É chegada a hora de somarmos nossa voz e nossa ação a outros irmãos e irmãs, que têm feito caminhadas contra esse tipo de comportamento que nos lembra o quê HITLER acabou levando o povo alemão a fazer contra: negros, homossexuais, deficientes físicos, mas principalmente os RELIGIOSOS DO JUDAISMO, antes e durante a 2ª Grande Guerra Mundial, O HOLOCAUSTO.



PODEMOS E DEVEMOS LUTAR CONTRA ISSO. Desta vez as leis estão do nosso lado; o artigo 5º da Constituição Brasileira garante: não só temos o direito à liberdade de escolha religiosa, como direito de expressá-la livremente, em particular ou em público; contanto que não fira, como fazem por aí, CONTRA NÓS, o direito À LIBERDADE RELIGIOSA do outro; portanto, TODAS E TODOS À CAMINHADA.



NÃO ESQUEÇAM AS RECOMENDAÇÕES:



• CADA Casa participar da caminhada com no mínimo 10 pessoas

• todos de branco – a caráter (se desejar)

• Não consumir BEBIDA ALCÓOLICA, antes ou durante a caminhada.

• Participar da alvorada:

Cada terreiro às 5hs da manhã, em ponto, estourar 3 foguetes de 13 tiros - é uma demonstração de união e força.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Intolerância religiosa: fé tem tamanho?




O tamanho de um templo espelha o tamanho da fé? A importância de uma religião se mede pela grandiosidade de seus rituais?



Apesar das perguntas, a história nos mostra que há milênios o homem constrói templos não só para expressar sua fé, como para demonstrar sua convicção. Ou mesmo, para declarar seu amor por alguém, um povo, uma nação, como no caso do Taj Mahal. São estruturas arquitetônicas dedicadas ao serviço religioso que se revestem de nomes diversos: Igreja, Congregação, Casa de oração, Catedral, Basílica, estes os vários nomes que o Cristianismo adota para seus templos. Os islâmicos usam o termo Mesquita, assim como os judeus adotaram Sinagoga. Há os templos Mórmons, como há também os Terreiros, no caso do Candomblé e da Umbanda. Templos gigantescos foram e são construídos pelo homem. É o local onde se reflete o mundo espiritual, onde a Presença Divina se cristaliza.



Um templo vazio não se sustenta: ele nasce antes pela experiência da fé, pela necessidade dos fiéis e sacerdotes de produzir ações comuns de apoio e multiplicação da ação religiosa. Seu tamanho, ao invés de arrogância e empáfia, busca suprir a necessidade de seus membros. Há que ter espaço para aulas de inclusão social de crianças e adultos da comunidade. Há que ter espaço para festas e rituais religiosos, que assustam a ignorância dos que desconhecem a história e as tradições seculares. Por maior espaço que exista, no entanto, nenhuma religião sobrevive apenas entre quatro paredes, como a fé não pode ser medida em metros quadrados.



Mas no Brasil o preconceito social, que remete a nossas origens históricas, condenam as religiões afro-brasileiras ao fundo do quintal, como se seus templos fossem a recriação de fétidas senzalas... Imensas catedrais e basílicas católicas não causam espanto, como a multiplicação de templos evangélicos em espaços gigantescos é quase sempre assumida com naturalidade. Mas religiões como Umbanda e Candomblé, que sobrevivem e crescem apesar da intolerância e do preconceito, não podem, e nem devem, demonstrar seu crescimento e expansão numa comunidade.



A intolerância religiosa se expressa de muitas e ardilosas maneiras. Todas buscam impedir que uma religião cresça. Isso pode acontecer não só pelo preconceito desavergonhado, como pela coação de práticas tradicionais, como estamos cansados de ver. Outra maneira é impedir que templos religiosos sejam construídos...




(Alexandre Pelegi)