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sábado, 1 de novembro de 2008

Oba'Byan Inganga Yndumbe

Há tempos, Salvador, uma cidade majoritariamente composta por afro-descendentes, necessita de um grupo de candomblé para representar essa parcela da população que tem os orixás, inquices, voduncis, entre outros, como seus guias.
A partir do ano de 2007, num evento ecumênico, realizado pelo Koinonia, surge a idéia de se formar um grupo de jovens de candomblé para lutar e reivindicar pelos seus direitos. Direitos esses que são negados constantemente, como o direito à saúde, à moradia, à segurança, à alimentação, e um dos mais essenciais, à educação. Devido a todas essas carências, esses jovens decidiram se juntar e se organizar para cada vez mais fortalecer sua religião, sua vida, seu axé.
No decorrer do ano de 2008, vários foram os eventos ocorridos em Salvador, a exemplo das reuniões de coordenação ocorridas na Casa Branca, Vintém de Prata e Ilê Axé Opô Ajá Omim. Esses encontros serviram para amadurecer a idéia e deles surgiram propostas como a criação de um jornal de circulação mensal; a criação de um blog e de uma comunidade no Orkut. O objetivo é utilizar a internet como um meio rápido de difusão de informação entre esses jovens soteropolitanos. Nesses espaços virtuais, estão sendo discutidos temas relacionados não apenas à juventude de candomblé, mas a toda comunidade negra.
Desse modo, a juventude candomblecista cumpre o seu papel de agente transformador da realidade social de forma efetiva. Exercitando sua cidadania de forma concreta exigindo que as autoridades "competentes" ouçam as vozes dessas pessoas que tanto contribuíram e contribuem para a formação dessa sociedade que, cada vez mais se mostra, elitista, recista e excludente .

quinta-feira, 23 de outubro de 2008


Assumir e professar nossa fé. Ser jovem de candomblé a todo o momento de nossas vidas. Poder usar nossas miçangas sem sermos violentados ou agredidos. Poder ver nossas referencias na TV, nas revistas, nos jornais, longe das páginas policias. Assistir matérias de sobre candomblé na TV, sem que seja a derrubada de um ilê axé. Poder entrar na faculdade de letras e não ouvir que o nome da folha Peregun é um nome vulgar.
Entrar num ônibus e não ser ridicularizado ou humilhado pelo pregador que diz que sua crença é em Deus e a minha é no diabo. Poder carregar o tabuleiro de Omolú sem ser chamado nas ruas de filho do satanás.
Estes são nossos anseios, nossas expectativas e o motivo pelo qual estamos reunidos. Ser jovem de candomblé na contemporaneidade é levar a sociedade a repensar seus valores e sua ótica sobre nós e sobre a nossa fé.
Nosso desafio é fazer uma leitura aprofundada da conjuntura que nos cerca e de forma inteligente, contemporânea e ao mesmo tempo ancestral, viabilizar ferramentas que nos proporcione a garantir nosso espaço nessa nação que nossos antepassados ajudaram a construir.
Que Olorún nos dê o discernimento, a força e a coragem para seguir nesse caminho que a partir de agora iremos trilhar.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Ipadê

Exú é eixo de tudo. Sem exú que é o eixo, tudo que se faz ou se constói está fadado ao insucesso.