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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

As Mulheres e a Revolta dos Búzios:

Lembrar a Conjuração Baiana é continuar lutando por uma sociedade mais justa e plural.

 
Nós temos o dever de contar a nossa história por nossa própria voz e é nesta intenção que manifesto a importância de lembramos o mês de agosto como o “Agosto Negro”, palco da Conjuração Baiana de 1798 (Revolta dos Alfaiates ou Revolta dos Búzios) ressaltando aqui a presença das mulheres na Revolução nestes tempos modernos onde o papel da mulher ainda é bastante discutido.


Estes revolucionários e revolucionárias trouxeram a tona o espírito de uma República Democrática onde a cor da pele não fosse o motivo para definir o grau de prioridade das políticas públicas em desfavor aos negros e negras, pautaram o projeto político do Estado e suas contradições desumanas que recaiam na grande massa da população negra.



Importante dizer que dentre os revolucionários que tiveram penas de prisão estão cinco grandiosas mulheres: Luiza Francisca de Araújo, parda, 30 anos, mulher de João de Deus; Lucréia Maria Gercent, crioula, forra; Domingas Maria do Nascimento, parda, forra; Ana Romana Lopes, parda, forra; Vicência, crioula, forra.



Revolucionar significa insubordinar, insurgir, rebelar, sublevar, verbos que dizem mais do que a nossa gramática e representa o cotidiano de nossa gente, mulher, jovem, negra, homossexual e com tantos outros estigmas que a sociedade classifica para nos diferenciar pelos parâmetros de supostas superioridades herdadas dos antigos colonizadores e donos do poder aristocrático.

 
Fica a mensagem e as atitudes tomadas pela sociedade civil organizada para lembrarmos a glória das revoltas como ponto de partida para avançarmos nas lutas anit-racista, machista.

PATROCÍNIO CULTURAL

domingo, 8 de agosto de 2010

Palestra Dignidade em Tempos de Impunidade: A busca da cidadania pela legislação antidiscriminatória no Brasil

CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais
Data: 16 de agosto, segunda, 17:30, no Centro de Estudos Afro-Orientais, Largo 2 de Julho, Centro, Salvador - Bahia

Palestrante: Prof. Seth Racusen

Seth Racusen, doutorado em Ciência Política pelo MIT, professor associado de Ciência Política na Faculdade Anna Maria, no estado de Massachusetts (EUA), professor visitante da universidade UNIRIO, no Rio de Janeiro, e bolsista da Fundação Fulbright. Estuda a questão racial no Brasil e nos Estados Unidos. Publicou um capítulo do livro do professor Kabengele Munanga, Estratégias e Políticas de Combate À Discriminação Racial, analisando os procedimentos de apuração e classificação dos casos de discriminação racial levantados pela Delegacia Especializada em Crimes Raciais (DCS) de São Paulo. Publicou outros artigos sobre a tema e também sobre ação afirmativa no Brasilno livro do Bernd Reiter e Gladys Mitchell, Brazil´s New Racial Politics.



Maiores informações: 32835502

Os éticos moram em cemitérios



Preste muita atenção nestas eleições. Há dois tipos de candidatos: aqueles que julgam que a realidade é imutável e rejeitam ilusões, e outros que apostam no caminho da política para alterar uma realidade que para eles já alcançou o status de insuportável. Os primeiros acreditam que, já que nada pode ser modificado, o negócio é se eleger dançando conforme a música. Os outros agem de maneira oposta e de acordo com o discurso que empregam: para mudar é preciso não só denunciar, mas recusar um estado de coisas que vem destruindo as bases de um sonho de sociedade justa.
Os que jogam conforme o jogo podem ser encontrados nas inúmeras siglas que nomeiam os partidos brasileiros. Não têm ideologia, bandeiras, nem caráter. Os outros, que apostam na ética como única forma de mudança social, podem ser encontrados em apenas dois locais: no além ou em suas casas. Sim, pois gente assim ou já morreu, ou largou da política há muito tempo, e prefere atuar de outras formas na perseguição de seus ideais de mudanças.
Na falta de gente honesta, os candidatos atuais buscam personificar os dois papéis. Quando sobem o morro ou passeiam pela periferia, negociam com o tráfico e aceitam as regras do submundo do crime. Criticam a corrupção, mas costuram alianças que agasalham e protegem corruptos. Fazem voto de pobreza, mas enchem as burras em negociatas espúrias. Quando se percebem assistidos pelos olhos da imprensa trocam a máscara e vestem o figurino de estadistas: postam-se como vestais e assumem o papel de cruzados da justiça e do direito.
Há os que apostam que divulgar uma lista com o nome de candidatos processados pela lei é uma forma de iluminar essa pilantragem, dando transparência ao processo eleitoral. Será? Quem lê esse tipo de lista já conhece a malandragem do jogo faz tempo. Quem não conhece, continua mergulhado nas trevas da ignorância.

Além de mostrar o podre eleitoral, listas assim jogam luz na incompetência de nosso sistema judiciário: muita gente não tem idéia de que a justiça brasileira é lenta, falha e, como se não bastasse, cínica...

(Alexandre Pelegi)





http://www.primeiroprograma.com.br/site/website/news/show.asp?nwsCode={FD01EF5B-7815-4455-A95C-437EF5C415AC}

sexta-feira, 9 de julho de 2010

PEC DA JUVENTUDE APROVADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!






O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, em primeiro e segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC da Juventude, que insere o termo "jovem" no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição Federal. O texto garante, assim, acesso a direitos que já são constitucionalmente assegurados às crianças, adolescentes e idosos. Para entrar em vigor, a proposta depende de promulgação pelo Congresso Nacional.
O jovem é incluído também em dispositivos que tratam da obrigação do Estado de promover programas de assistência integral à saúde e outros destinados a pessoas portadoras de deficiência desse grupo.
Segundo o Conselho Nacional de Juventude, atualmente existem 50 milhões de brasileiros com idade entre 15 e 29 anos. A PEC permite o avanço das políticas juvenis, além de indicar a necessidade de um Plano Nacional de Juventude, estabelecendo metas a serem cumpridas pela União, em parceria com Estados e municípios e organizações juvenis nos próximos dez anos.
Antes da votação o senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou em Plenário sua satisfação com a possibilidade de aprovação da PEC da Juventude por votação nominal, após acordo de líderes: "Eu fui constituinte, estou há 24 anos aqui dentro do Congresso e nós lá colocamos crianças, adolescentes, mulheres, combatemos preconceitos e não entrou a palavra juventude" - salientou, ao reconhecer a lacuna na Constituição de 88.
Paim ressaltou o papel do deputado Sandes Júnior (PP-GO) - autor da PEC - e da deputada Manuela D´Ávila (PCdoB-RS) que colaborou com sua aprovação. Segundo o senador, a vitória desta quarta feira pertence aos 50 milhões de jovens brasileiros, e aos 400 mil jovens que, organizados em entidades, contribuíram diretamente para a elaboração da PEC, discutida em audiências públicas em todo o país. O parlamentar disse, ainda, que com a aprovação da PEC é possível que se implemente o Estatuto da Juventude, com repercussões na educação e no combate ao uso de drogas.

PEC DA JUVENTUDE


As lideranças do governo e da oposição no Senado se comprometeram a votar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 042/2008) nesta terça ou quarta-feira (6 ou 7 de julho). A Proposta, conhecida como PEC da Juventude, insere o termo jovem no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição Federal, garantindo-lhes o acesso a direitos que já são constitucionalmente assegurados às crianças, adolescentes e idosos.
De acordo com a Agência Senado, a proposta, que tramita no Congresso Nacional desde 2003, foi aprovada com unanimidade na Câmara dos Deputados. Segundo o presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Danilo Moreira, sua aprovação pelo Senado é determinante para consolidar as políticas públicas de juventude na agenda nacional, assegurando a melhoria da qualidade de vida de 50 milhões de brasileiros e brasileiras com idade entre 15 e 29 anos. "A PEC dá segurança jurídica ao tema, permitindo o avanço das políticas juvenis, além de indicar a necessidade de um Plano Nacional de Juventude, estabelecendo metas a serem cumpridas pela União, em parceria com estados e municípios e organizações juvenis nos próximos dez anos". O plano deve conter ações nas áreas de cultura, saúde, esporte, cidadania, trabalho, inclusão digital e educação, deflagrando, segundo o presidente do Conjuve, um processo contínuo e articulado de investimentos em juventude.
Danilo Moreira explica que seria muito importante a aprovação da PEC também pelo caráter simbólico, já que 2010 foi apontado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional da Juventude. Na sua opinião, o reconhecimento deste segmento na Constituição Federal seria um sinal para o mundo que o Brasil realmente aposta no presente e investe no futuro.
Segue modelo de textos para mobilização via twitter:
Caro senador @xxxxxx, precisamos do seu apoio para priorizar a votação da #PECdaJuventude no Senador
SENADOR @svraupp contamos com você para a APROVAÇÃO DA PEC DA JUVENTUDE...!!! Em nome da juventude RONDONIENSE..vote FAVORAVEL