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quarta-feira, 30 de junho de 2010

4° jornada ecumênica

A participação a juventude de axé na 4°jornada e cumênica e de muita inportancia para a comunidade religiosa,e um espaço onde podesmo discurtir com outras juventudes na busca de direitos  e afirmação desses direitos para a juventude.Temos que unir forças para garantir a promoção dos doreitos a juventude seja ela qual for seu segmento religioso 

XIRÉ OBA 2° ETAPA 3 DE JULHO


SALVE SALVE







O grupo obabyan tem o prazer de convidar toda a juventude de axé para o 2° dia do xiré. Contamos com a participação de todos e todas para fazer desta atividade um evento brilhante para nosso povo.


Temos como mulher a candomblé, racismo institucional e hierarquia a juventude será tratado no dia 3 de julho no terreiro vintém de prata na estrada velha do aeroporto


Sua presença e muito importante


VENHA E PARTICIPE

1° XIRÉ OBA PARA A JUVENTUDE DE AXÉ


O xiré Oba evento proposto pelo grupo OBABYAN juventude de candomblé foi realizado no dia 15 de maio no terreiro OYA ALAFUNBI em Lauro de Freitas-BA o evento teve a participação de cerca de 60 adeptos da religião afro-brasileira alem de contar com a participação de vários babalorixas e yalorixas.


O xiré Oba é um evento voltado para toda juventude de axé, nós do obabyan acreditamos que esta juventude precisar se intrumentalizar e trousse como alternativa esta atividade uma vez a juventude ouvindo nossos, mas velhos aprendemos, mas, acreditamos em um espaço coletivo para a circulação de informação.

Na primeira etapa do xiré tratamos dos temas:

Candomblé e ética este tema tratou de trazer para um conceito nosso sobre o que é ético para o povo do axé cada grupo social tem uma ética qual a nossa? Este e outros aspectos do tema foram tratados como Ogan Lucio André, Mestre em Educação pela UNEB, Candomblé e valores espirituais, este tema tratou de como nossos valores pode influenciar esta sociedade que em que estamos? E de que maneira não deixaremos nossos valores serem quebrados por uma cultura dominadora uma cultura que não respeita o outro seja homem ou mulher que não respeita a vida?...Este tema foi tratado pela Yá lorixá Marlene Rodrigues do Vintém de Prata, licenciada em matemática pela UFBA, bacharel em Ciências contábeis pela FVC.

Candomblé e saúde esta atividade nós trousse um leque de possibilidades de como podemos cuidar da nossa saúde com folhas e frutos que por muitas vezes temos em casa e não sabemos como usar e ao mesmo tempo trazer um reforço para o uso das folhas na cura de alguns males, Alba Borges, fito terapeuta e iniciada para Ogum.

E extermínio da juventude negra, este tema tratou de como a juventude negra e de candomblé vem morrendo seja pela mão de policias ou pela negligencia do estado brasileiro com Zezé Oluqueme.

Para a juventude do obabyan foi um dia de aprendizado muito grande e temos plena certeza que este e o caminho para intrumentalizar à juventude do axé

Na busca de uma sociedade, mas justa para todos e todas.

A segunda etapa da atividade será realizada no dia 3 de julho no vintém de prata onde contaremos com a participação de Maria Zita falando de mulher e candomblé, resismo institucional com o advogado e ogan Sergio São Bernado. hierarquia e juventude com o tata Gessonildo

Esperamos todos lá

Abraços adupé.

terça-feira, 30 de março de 2010

ONG PUBLICA RESULTADO E DIZ O QUE NOS JÁ SABEMOS FAZ TAMPO.

O risco de um jovem negro ser vítima de homicídio no País é 130% maior que o de um jovem branco, segundo o Mapa da Violência - Anatomia dos Homicídios no Brasil, estudo que compreende o período de 1997 a 2007 e que está sendo divulgado hoje em São Paulo pelo Instituto Sangari, com base nos dados do Subsistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde.
A desigualdade entre as duas populações, que já era expressiva, aumentou de forma assustadora em cinco anos. Em 2002, morria 1,7 negro entre 15 a 24 anos para cada jovem branco da mesma faixa etária. Em 2007, essa proporção saltou para 2,6 para 1.
O abismo entre os índices de homicídio é resultado de duas tendências opostas. Nos últimos cinco anos, o número de mortes por assassinato entre a população jovem branca apresentou uma redução significativa: 31,6%. Entre negros, o movimento na direção contrária, um aumento de 5,3% das mortes no período. "Brancos foram os principais beneficiados pelas ações realizadas de combate à violência. Temos uma grave anomalia que precisa ser reparada", diz Julio Jacobo, autor do estudo.
O trabalho revela que em alguns Estados as diferenças de risco entre as populações são ainda mais acentuadas. Na Paraíba, por exemplo, o número de vítimas de homicídio entre negros é 12 vezes maior do que o de brancos. Em 2007, a cada cem mil brancos, eram registrados 2,5 assassinatos. Entre a população negra, no mesmo ano, os índices foram de 31,9 homicídios para cada cem mil.
"As diferenças sempre foram históricas no Estado. Mas as mudanças nesses últimos cinco anos foram muito violentas", avalia Jacobo. Paraíba seguiu a tendência nacional: foi registrada a redução do número de vítimas entre brancos e um aumento do número de assassinatos entre negros.
Pernambuco vem em segundo lugar: ali morrem 826,4% mais negros do que brancos. Rio de Janeiro ocupa a 13ª posição, com porcentual de mortes entre negros 138,7% maior do que entre brancos. São Paulo vem em 21º lugar, onde morrem 47% mais negros do que brancos. O Paraná é o único Estado do País onde a população branca apresenta maior risco de ser vítima de homicídio - proporcionalmente morrem 36,8% mais brancos do que negros.
População masculina.

A esmagadora maioria dos assassinatos no País ocorre entre a população masculina. Em 2007, 92,1% dos homicídios foram cometidos contra homens. Na população de jovens, essa proporção foi ainda maior: 93,9%. O Espírito Santo foi o Estado que apresentou maior taxa de homicídios entre mulheres: 10,3 por cem mil, seguida de Roraima, com 9,6. O Maranhão foi o Estado com o menor indicador. Foram registradas 1,9 morte a cada cem mil mulheres.
O estudo conclui ainda que não é a pobreza absoluta, mas as grandes diferenças de renda que forçam para cima os índices de homicídio no Brasil. O trabalho fez uma comparação entre índices de violência de vários países com indicadores de desenvolvimento humano e de concentração de renda. "Claro que as dificuldades econômicas contam. Mas o principal são os contrastes, a pobreza convivendo com a riqueza", afirma Jacobo.
Porem não podemos deichar de fora  o preconseito que este pais respira e vinge não ezistir
não podemos esquecer quantos (a)jovens negras e negros morrem ou saõ violêntados(as) por serem negros(as) este pais esquece  que foi e continua sendo  o braços negro que o sustanta. "Beto Rocha"

sexta-feira, 19 de março de 2010

ética

ética é um conjunto de valores e principios que eu e você usamos para decidir as três grandes questões da nossa vida, que são :"quero- devo-posso"
quais são as principios que usamos en nossas vidas?
-existe coisas que eu quero mas não devo;
-existe coisas que devo mas não posso;
-existe coias que eu posso mas não quero.
Como se define a ética ?Através dos modos ,através do exemplo ,através de principios da sociedade,religiosa ou não :através da normatizações...
Há vinte anos, num auditório ,algunmas pessoas fumariam outras não . ha dez anos haveria uma placa :"é proibito fumar".Hoje não é mas preciso nenhma imposição,ninguém fuma por censo comum.Às vezes isso surge como norma quando o cinto de segurança passou a ser obrigatorio no Brasil,tinha gente que so vestia a camisa do time de futibol vaco da gama só para enganar o agente de transito, tala má vontade em obedecer a essa normatização, hoje todo mundo entra no carro e automaticamente coloca a faixa,sen nem lenbrar da multa ou para evitalas .
Isso significa que a ética vai se contruindo.
não existe ninguen "sem ética".O pedutado que frauda,rouba,o falso amigo que mente e engana eo patrão que explora seus empregados? Esses têm uma ética contrária à ética da maioria .São "antiéticos".Mas isso ainda é um tipo de deturbado de ética .



(Mario Sergio Cortella,filosofo,mestre e doutor en educação)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Valores do Candomblé para Democratizar a Sociedade

Jovens dos terreiros Vintém de Prata, Junçara Kondirê; Manso Dandalungua; Opô Aja Omin; Oya Alafumbi se reuniram aos 28 de setembro. Dentre os temas conversou-se sobre como os valores do Candomblé contribuem para a democratização e o aprofundamento da justiça na sociedade brasileira. Verificou-se que a contribuição do Candombé se afirma na promoção de uma relação equilibrada com o meio ambiente; no reconheciemento dos saberes dos mais velhos - e dos ancestrais; na construção de relações de gênero inclusivas. Tais valores rompem com a lógica dominante de exploração e destruição do meio ambiente; de desprezo aos idosos e de homofobia e outras formas de intolerância. Naquela ocasião os jovens ficaram de perguntar aos seus mais velhos, em suas Casas, sobre como esses e outros valores do Candomblé são vividos e como eles podem colaborar para uma agenda de promoção de direitos na sociedade baiana. E aí, galera, vamos conversar com os nossos mais velhos?

domingo, 24 de maio de 2009

Desmitificando a data da suposta libertação.



Estamos no mês em que se completa 121 anos do momento histórico que acabou juridicamente com a idéia de que a servidão do negro pela coroa de Portugal. Princesa Isabel assina um documento, que em tese, libertava àqueles dos quais descendemos quase três séculos de servidão escrava. Será que aquela assinatura resolveu a situação da população advinda de África e que até seus descendentes vivem neste país? Qual foi a verdadeira razão que motivou a princesa subscrever a Lei?

A assinatura da lei Áurea no dia 13 de maio de 1888 serviu para libertar cerca de 750 mil escravos que ainda existiam no Brasil e proibia a escravidão. Foi um dos fatos de maior alcance e visibilidade no país, no que se refere ao tema das disputas pela memória e de seus significados políticos, depois disso só o movimento das Diretas Já que culminou no fim da ditadura militar, pode ser tão igual comparado.

Essa data e o 20 de novembro colocam a população a refletir sobre a situação do povo preto no país. Rediscutir o passado nunca foi, nem nunca será uma tarefa fácil. Principalmente o passado de uma parcela da população brasileira que teve documentos queimados (nomes, origens, legados foram obliterados) e as suas as revoltas escravas eram marginalizadas.

É a partir de meados do século 18 que um discurso abolicionista vai emergir no pensamento ocidental, questionando progressivamente a legitimidade da escravidão unindo-se ao parlamento. No Brasil, vai estar presente, desde finais deste século, no questionamento da continuidade do tráfico de escravos e na crítica às distinções raciais entre a população livre, empolgando as camadas populares urbanas presentes nos setores mais radicais que se ligaram às lutas pela emancipação política e econômica.

Vale lembra que com o fim do tráfico da população negra de África, em 1850, elevou-se o preço do cativo, tornando seu acesso restrito às camadas superiores da agricultura de exportação, golpeando de morte esta cumplicidade do conjunto da população livre com o trabalho servil, construindo as bases para que o abolicionismo se tornasse um grande movimento popular. Desde então, a crescente pressão pela alforria, no seio da população escravizada, só fez aumentar a presença afrodescendente na população livre de uma maneira geral. Precedida por fugas em massa, a Lei de 13 de maio nada mais fez do que reconhecer formalmente a liberdade, já conquistada de fato nos meses precedentes, culminando o maior movimento de desobediência civil da história brasileira.

Mas como diz um provérbio africano: Até que os leões tenham seus próprios historiadores, as histórias de caçadas continuarão glorificando o caçador.

Independentemente disso, não se pode deixar de reconhecer que a abolição não resolveu diversas questões essenciais acerca da inclusão da maior camada populacional na sociedade brasileira. Depois da lei Áurea, o Estado brasileiro tomou poucas medidas que favorecessem sua integração social, abandonando-os à própria sorte. De lá pra cá só consigo lembrar a criação da SEPPIR, Lei 10639/03 logo depois substituída pela lei 11645/08, que inclui a cultura indígena no currículo escolar e o estatuto da Igualdade Racial, sendo este esperando aprovação.

Deveríamos aproveitar esta data para revisar o que ainda não foi reparado a essa população, mesmo após a assinatura da Lei Áurea e isso deve ser feito a cada 13 de maio que passar. É hora de comprometermos com uma reflexão constante sobre nossas práticas, como muitos antes de nós o fizeram. Vamos construir, e (re) construir o negro e a negra diariamente, questionando o nosso passado e traçando metas para um futuro mais justo.
O estado brasileiro precisa assinar um documento que se tenha igualdade na diferença, respeito à diversidade humana e a promoção do desenvolvimento humano.

A população e em especial o movimento negro com certeza continuarão nas lutas: Pela aprovação dos estatutos de promoção da igualdade racial em todo os estado e em nosso país, pela real aplicação do ensino e da cultura africana nas escolas e nas universidades, pelo o acesso ao trabalho e salários iguais para todos/as, por uma melhor abordagem policial e pelo fim do extermínio da juventude negra, pelo fim do próprio trabalho escravo que ainda existe em todo continente, na luta por um currículo escolar menos eurocêntrico e mais multicultural e multirracial, por melhores livros didáticos e por um ambiente racialmente mais democrático nas escolas.

Façamos dessa data momento de luta, usemos esse dia para ressaltar nossa trajetória de inconformismo. Esse mesmo inconformismo que nos leva a realizar pequenas e grandes revoluções em nosso cotidiano, na interação com nossos familiares, em nossos ambientes de trabalho, em nossa sociedade.
Continuemos a considerar o 20 de novembro como a grande data de celebração no Brasil de uma comunidade étnica - a dos descendentes de África que aqui chegaram escravizados. Data do assassinato de Zumbi, símbolo poderoso para sinalizar as condições de desigualdade em que a maioria dos africanos/as chegou ao Brasil e para atuar como catalisador na luta contra a discriminação racial daí decorrente. Líder do maior e mais duradouro quilombo do Brasil colonial. Zumbi dos Palmares se apresenta hoje como o grande herói da resistência à escravidão, verdadeiro arquétipo da não submissão dos/as escravos/as africanos/as ao cativeiro.

Como descendentes de África. Somos a prole de homens e mulheres dignos arrancados de seus lares e acorrentados em navios como animais. Somos os herdeiros de um grande e explorado continente. Somos os herdeiros de um passado com os maiores crimes aos direitos humanos e maior chacina da humanidade. Não devemos ter vergonha desse passado. Devemos ter vergonha sim, daqueles que se tornaram desumanos a ponto de torturar-nos, roubar nossa cultura e se enriquecerem com o nosso suor.

*Freitas é filho de Osún, membro do fórum de juventude negra da Bahia, educador social, estudante de ciências Sociais pela UFBA e membro do grupo de jovens de religião de matriz africana Oba’byan N’ganga N’dumbe e Filiado ao partido dos Trabalhadores.